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Videodrome:
A Síndrome do Vídeo
(Videodrome, EUA/Canadá, 1983)
Muito
se comenta sobre a obsessão de David Cronenberg
pela mutilação da carne pela ciência, e como
máquina e sangue estão (ou deveriam estar) integrados.
Mas outro tema recorrente na filmografia do diretor é o da
conspiração. De SCANNERS a eXistenZ, passando pela
paranóia de A HORA DA ZONA MORTA e MISTÉRIOS E PAIXÕES,
Cronenberg parece ter saído diretamente dos Pistoleiros Solitários
de ARQUIVO X para revelar suas fobias na telona, como única
forma de impedir que o mundo sucumba aos conspiradores. E poucas
vezes ambas as obsessões se fazem tão presentes quanto
em VIDEODROME: A SÍNDROME DO VÍDEO,
realizado por Cronenberg logo após o sucesso de SCANNERS.
Só
isso justifica a carta branca que a Universal deu ao diretor para
a produção de um longa tão radical. James
Woods faz um programador de um canal obscuro de TV a cabo
que só exibe produções carregadas de sexo ou
violência (chamado ironicamente de Civic TV). Sempre em busca
na nova sensação desta linha, dá de cara com
uma estranha transmissão chamada de Videodrome que
une ambos de forma realista demais para ser encenado. Paralelamente,
conhece uma psicóloga com tendências sadomasoquistas
que apresenta um programa de rádio sobre conselhos emocionais.
Como a psicóloga é feita pela blondie Debbie
Harry no auge da forma, logo logo ele estará se
engraçando com ela no tapete da sala.
Cronenberg
expõe a peregrinação do personagem de Woods
para descobrir a origem do sinal e o que é o Videodrome
com o distanciamento e a ironia que lhe é peculiar. Este
acaba se envolvendo com uma seita de adoradores de TV, alucinações
supra-realistas e, claro, uma conspiração, com todos
os efeitos nojentos que podemos esperar, cortesia de Rick
Baker.

DVD:
O
DVD mantém o formato original de tela, mas sem a transferência
anamórfica. Merecia também pelo menos um documentário
retrospectivo ou uma faixa de comentários em áudio
do diretor, mas traz apenas o trailer. Nos EUA foi lançado
com dois minutos a mais de, conhecendo Cronenberg, sexo, tripas,
sangue e miolos (acima à esquerda). Recentemente saiu numa
nova edição dupla pela Criterion (acima à direita),
com a versão sem cortes com som e imagem restaurados, comentários
em áudio do diretor, do diretor de fotografia e do elenco,
documentários recentes sobre os efeitos de maquiagem de Baker,
curta inédito de Cronenberg, sete minutos das imagens de
Videodrome vislumbradas no filme, uma mesa redonda gravada
em 1982 onde Cronenberg, John Carpenter, John Landis e Mick Garris
discutem o cinema de horror e outros atrativos.
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Direção:
David Cronenberg
Com:
James Woods, Sonja Smits, Deborah Harry, Lynne Gorman,
Les Carlson, Jack Creley
Idiomas:
Inglês 2.0, Espanhol 1.0
Legendas:
Português, Inglês, Espanhol
Formato
de Tela: Widescreen Letterbox 1.85:1
Suspense
/ Horror / Ficção
Área 4 - cor - 1h27
Universal
Filme:
   
DVD:  
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