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Stigmata
(EUA, 1999)
Logo
início do filme no Brasil, passado na cidade fictícia
(pelo menos assim creio eu) de Belo Quinto, o investigador do Vaticano
Padre Kiernan (Gabriel Byrne) estuda um estranho
fenômeno de uma santa de pedra que chora sangue, durante o
funeral do padre local. Apesar de não conseguir resultados
conclusivos, é dispensado pelo Vaticano e encarregado de
outro caso, o de uma jovem de Pittsburgh que apresenta estranhos
sinais de estigma, as chagas de Cristo.
Frankie
Paige (Patricia Arquete) é a típica
jovem dos anos 90: curte uma festa tecno, veste-se com displicência
e não quer a menor relação com nada espiritual.
Até que recebe um terço de presente de sua mãe,
que viajava - olha só! - por Belo Quinto (que, segundo o
filme, fica perto do Rio, mas todo mundo fala português com
sotaque espanhol). A partir daí, começa a sofrer as
estranhas chagas.
O
diretor Rupert Wainwright (da refilmagem de THE
FOG: A BRUMA ASSASSINA) não esconde sua origem videoclipeira,
muito pelo contrário. O filme é inundado por todo
tipo de estímulo visual, em detrimento da narrativa. A tensão
é inexistente e o choque é buscado pela profusão
de imagens e pela estética excessiva, levadas ao extremo
por uma edição estroboscópica. A trilha de
Billy Corgan (dos Smashing Pumpkins), que conta
com canções de Björk, The Crystal Method, Natalie
Imbruglia e David Bowie, entre outros, só acentua esta tendência
publicitária.
Mas
há um certo fascínio nesta opção de
Wainwright, talvez não forte o suficiente para impedir que
o filme fique completamente datado daqui a cinco, dez anos, mas
que dá conta de garantir o interesse durante a projeção.
Principalmente porque a trama não faz lá muito sentido
(Por que um religioso se transformaria em um espírito rancoroso?
E era realmente necessário a existência de um vilão?).
Byrne e Arquete dão verossimilhança aos seus papéis
e, mesmo sem clima, sustos ou suspense, a iconografia religiosa
compõe satisfatoriamente o ambiente apocalíptico,
de forma bem mais eficiente que, digamos, FIM DOS DIAS, lançado
na mesma época. Mas sem nunca atingir o mesmo nível
de ataque sensorial de um SUSPIRIA, por exemplo.
DVD:
A
fotografia estourada e a saturação de cores e luz
é reproduzida com exatidão pela transferência
de imagem, que capricha no contraste, apesar da própria opção
cromática prejudicar a naturalidade do tom de pele dos atores
e alguns planos mais amplos perderem o nível de detalhe.
O
áudio igualmente pouco sutil faz o que pode para manter o
subwoofer e as caixas surround ocupadas. O extra mais interessante
é o final alternativo, podendo ser visto integrado ao filme.
Os comentários em áudio do diretor, como é
comum na distribuidora, não foram legendados, ao contrário
das demais cenas excluídas, todas realmente desnecessárias,
apesar de uma trazer flashes da nudez de Arquete. De quebra,
um clipe da Natalie Imbruglia e um easter egg: na página
principal, coloque o cursor para cima e selecione um ponto acima
da imagem da cruz. Você encontra um storyboard animado
da sequência do metrô.
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Direção:
Rupert Wainwright
Com:
Patricia Arquete, Gabriel Byrne, Jonathan Pryce, Nia Long,
Rade Sherbedgia, Portia De Rossi
Idiomas:
Inglês 5.1
Legendas:
Português, Espanhol
Formato
de Tela: Widescreen Anamórfico 2.35:1
Horror
/ Thriller
Área 4 - cor - 1h42
MGM/Fox
Filme:
  
DVD:    
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