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A
Hora do Pesadelo
(A Nightmare on Elm Street, EUA, 1984)
A
série A HORA DO PESADELO passou por um inferno
de direitos para ser lançada no Brasil em DVD. Isto porque
os longas foram distribuidos no cinema e no video por diversas empresas
diferentes, como Paris Filmes, Europa, Abril/Fox, Warner e PlayArte.
Esta última porém, como parte de seu contrato com
a New Line, saiu ganhando e agora disponibiliza por aqui uma bela
caixa com os três primeiros longas da série, todos
remasterizados. A diferença é que enquanto nos EUA
saiu uma caprichada coleção com todos os sete longas
e um DVD apenas de extras, com quase quatro horas de documentários,
a versão nacional fica apenas com os filmes (divididos em
duas caixas) e nenhum extra, com exceção de uma faixa
de comentários em áudio no primeiro filme.
Meu
primeiro contato com Freddy Krueger foi vendo o segundo filme em
video pirata na casa de um amigo. Já havia lido sobre o personagem
na época, mas ainda não tinha assistido o filme original.
Bom, não fiquei muito impressionado com o que eu vi. Lembrava
particularmente bem da cena inicial, com o ônibus escolar,
e mais nada. Esta caixa seria a chance perfeita de não só
revisitar A VINGANÇA DE FREDDY como também os demais.
Ao
contrário de boa parte dos geeks, nunca fui muito
fã de Freddy, Jason, Michael Myers e seus companheiros seriais.
Sempre fui da turma dos vampiros, dos monstros, dos fantasmas mais
tradicionais e dos zumbis. Do próprio Wes Craven,
prefiro os menos convencionais QUADRILHA DOS SÁDICOS e A
MALDIÇÃO DOS MORTOS-VIVOS. Freddy Krueger sempre me
pareceu meio forçado e pouco assustador. Por mais que a premissa
seja genial - se não quiser morrer, não durma -, tanto
que foi bem aproveitada em outro filme bem menos famoso, MORTE NOS
SONHOS de Joseph Ruben, a caracterização de Krueger
reduzia o potencial do personagem. Afinal, sendo os sonhos um território
ilimitado de possibilidades fantásticas, porque então
se prender numa encenação pseudo-realista? Cineastas
como Dario Argento e Neil Jordan sempre foram capazes de encenar
a própria realidade como um ambiente onírico, causando
com isso muito mais estranhamento, clima e por consequência,
medo.

A
HORA DO PESADELO ainda é da época onde o
personagem se chamava Fred Krueger. O diminutivo viria nos longas
posteriores. Aqui, a mão segura de Craven ainda garante ao
filme, 20 anos após seu lançamento, a capacidade de
provocar sustos. A trama curiosa e algumas cenas criativas compensam
o baixo orçamento e o ainda mais baixo nível das interpretações
(incluindo aí a do futuro astro Johnny Depp,
que faz o namorado da protagonista). A primeira morte é muito
bem encenada e ainda impressiona. O mais interessante porém
é o final em aberto que confunde sonho e realidade, mas não
indica necessariamente uma sequência, muito pelo contrário.
Fecha com competência a história.
É
uma pena que a PlayArte tenha embarcado na filosofia da Fox e da
Warner e não tenha legendado os comentários em áudio
(falta grave também dos DVDs de Blade 2, Premonição
2 e A Vingança de Willard) de Craven, dos atores
Heather Langenkamp e John Saxon
e do diretor de fotografia Jacques Haitkin. Esta
faixa foi claramente retirada da edição em Laser Disc,
já que frequentemente os participantes comentam sobre o formato.
Além deste extra, a PlayArte inclui apenas a ridícula
opção de acessar cada pesadelo do filme, uma espécie
de seleção de capítulos mais segmentada. Ficou
de fora o trailer de cinema e o roteiro do filme, que pode ser acessado
na edição americana via DVD-ROM.
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Direção:
Wes Craven
Com:
Heather Langenkamp, Robert Englund, John Saxon, Ronee Blakley,
Amanda Wyss, Nick Corri, Johnny Depp
Idiomas:
Inglês 5.1, Inglês 1.0, Português 2.0
Legendas:
Português, Inglês
Formato
de Tela: Widescreen Anamórfico 1.85:1
Horror
Área 4 - cor - 1h31
PlayArte
Filme:
  
DVD:   
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