O Gigante de Ferro
(The Iron Giant, EUA, 1999)



Sinopse: Em 1957, um gigantesco robô vindo de outro planeta cai nos arredores de uma cidadezinha costeira americana. Quando ele se prende em fios elétricos e é salvo pelo garotinho Hogarth, os dois começam uma grande amizade, que é ameaçada pela chegada de um agente do governo americano que chega à cidade para investigar as estranhas ocorrências.

Comentários: Eu sabia da existência deste filme mas não sei por quê sempre enrolava para assistir. Sempre tinha alguma coisa mais nova na locadora. Como o filme nem foi um sucesso de bilheteria, eu imaginava que não era grandes coisas. Cara, como eu estava errado.

Com o lançamento de Secondhand Lions, vários críticos que eu considero confiáveis diziam maravilhas sobre O Gigante de Ferro e seu roteirista Tim McCanlies, que escreve e dirige Lions. Ao passear pelo FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos (onde eu autografei minhas revistas desenhadas por David Lloyd e Kyle Baker, ambos caras muito legais), encontrei o DVD à venda em um dos stands por apenas R$ 24,90 e não resisti. Comprei sem ver. E ainda bem que eu comprei.

O filme é baseado em um livro de Ted Hughes e é dirigido por Brad Bird, que atualmente está fazendo Os Incríveis para a Pixar Animation Studios (Procurando Nemo). Bird é diretor e um dos criadores da velha série animada Vida de Cachorro (Family Dog) que estreou na série Amazing Stories, que era produzida por Steven Spielberg. Ou seja, o cara sabe.

Algumas perguntas ficam no ar no filme, como "De onde exatamente veio o robô?". A resposta não faz falta nenhuma, não é o que importa. O próprio robô esquece com a pancada na cabeça que toma na colisão com o nosso planeta. Aliás, é interessante pensar nisso com o desenrolar do filme e as descobertas das habilidades do robô.

As referências ao Superman foram o que acabaram de me conquistar, foi o morango que enfeitou a cobertura do bolo. Como o filme é da Warner, que é dona da DC Comics, eles puderam usar o personagem ao invés de ter que inventar um outro super-herói e isso é ótimo.

Esse filme entrou para a lista dos que me fizeram chorar como uma criança. E não foi pouco. Chorei tanto quanto em Magnólia (e quem estava comigo no cinema nesse dia sabe o quanto foi), se não mais. "We choose what we want to be". Uau! Nunca uma frase tão simples teve tanto peso como na simples resposta à ela.

As vozes são boas e Annie Hughes, mãe do jovem Hogarth, parece ter sido desenhada realmente baseada em Jennifer Aniston, assim como Dean, cuja voz é de Harry Connick Jr. Uma surpresa bacana é ver a voz de Vin Diesel dando vida ao robô. Na época, o maior papel de Diesel tinha sido como o soldado Adrian Caparzo em O Resgate do Soldado Ryan, ou seja, ele ainda era um zé ninguém mas já era extremamente carismático.

Agora, com certeza essa é a melhor trilha sonora de Michael Kamen, que fez também as trilhas da série Máquina Mortífera, do primeiro X-Men e de vários outros filmes que a gente nem lembra como eram as músicas.

Harry Knowles disse que Superman deveria ser feito por Tim McCanlies. Não sei como ele se desempenha como diretor, mas como roteirista ele está de parabéns.

Dê uma chance ao Gigante de Ferro, um dos meus novos filmes favoritos. Para ver e rever e rever...

DVD: Bem, a Warner resolveu colocar as versões wide e foolscreen/fullscream, ou seja, não sobrou muito espaço no disco para os extras. Então temos um making of para a TV apresentado por Diesel (rock... tree...), de apenas meia hora. É divertidinho mas fica parecendo que é mais para as garotas que querem ver os músculos de Diesel dentro da camisetinha apertada que ele usa. O trailer, claro, nunca falta. E um vídeo musical que... bem... é pequeno e só tem cenas do próprio filme e a música é bonitinha mas nada de mais. Ou seja, nada imperdível.

Agora que eu tenho um Home Theater, eu até poderia me contentar com o som digital 5.1. Mas quanto mais a gente tem, mais a gente quer, então eu gostaria que houvesse uma trilha DTS.

Mas levantemos as mãos aos céus por pelo menos ter a versão widescreen! Se o filme fosse lançado hoje, com certeza teríamos que amargar somente a versão tela cheia. Por isso, e apenas isso, resolvi dar uma notinha melhor para esse DVD e mostrar para a Warner que a primeira coisa que um DVD tem que ter é grande qualidade de imagem (em widescreen!) e uma grande faixa de áudio (5.1 ou DTS). Será que ela vai lançar por aqui a edição especial que sai ano que vem?

     

Direção:
Brad Bird

Com as vozes de:
Jennifer Aniston, Harry Connick Jr., Vin Diesel, Christopher McDonald, John Mahoney, Eli Marienthal

Idiomas: Inglês 5.1, Espanhol 2.0, Português 2.0

Legendas: Português, Inglês, Espanhol

Formato de Tela: Widescreen Anamórfico 2.35:1 / Standart 1.33:1

Animação / Ficção / Drama
Área 4 - 1h26min
Warner

Filme:


DVD: