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GABINETE
DO KAS #04:
Os Melhores de 2003

Na
hora de escolher quais foram os destaques do ano no mercado de DVDs,
não faltaram motivos para eu ficar feliz. 2003 foi um ano
especialmente bom em se tratando do formato, com diversas edições
especiais sendo lançadas e com o amadurecimento de algumas
distribuidoras, acompanhando a evolução do mercado
e a crescente exigência do público.
Claro
que falta muito ainda para que possamos realmente ficar satisfeitos.
Muitas distribuidoras ainda insistem em tratar o público
como idiotas, despejando bons títulos em edições
porcas, em tela cheia e som deficiente, além de extras vagabundos.
Em compensação, 2003 foi o ano das caixas especiais,
que reúnem séries, telesséries, coleções
de astros e cineastas e de tudo mais que a imaginação
das distribuidoras permitir. Afinal, se está dando dinheiro,
pra quê mudar?
Algumas
coleções foram típicas caça-níqueis,
reunindo títulos que já haviam sido lançados
e estavam encalhados, sob o pretexto de Coleção
Oscar ou Coleção Guerra ou Coleção
Fantasia. A Fox foi a que mais capitalizou em cima das caixas,
o que não é de todo mau.
Por
sua vez, distribuidoras como Imagem Filmes e Europa
continuam prestando o deserviço de queimar o seu bom acervo
em edições de última categoria. A Imagem é
dona do catálogo da Miramax e da Dimension, e vem mutilando
desde oscarizados como As Horas e Chicago até
títulos mais segmentados como Equilibrium.
A gota d'água foi lançar Cidade de Deus em uma edição
dupla, com vários extras, em widescreen, mas sem ser anamórfico!
Ou seja, já é uma edição obsoleta. Típica
economia porca. No segundo semestre a Europa lançou alguns
filmes que vinham sendo aguardados pelo consumidor brasileiro há
tempos, como Conduzindo Miss Daisy e Henrique V,
todos em tela cheia. Sério, se é pra lançar
assim, é melhor investir no mercado de pizza.
Em
compensação, duas majors competiram para ver qual
é a melhor distribuidora do mercado brasileiro. Saiu ganhando
o consumidor, que assistiu o combate entre a Universal
e a Paramount de camarote e pôde acrescentar
lançamentos tão sonhados em suas coleções,
como a trilogia Indiana Jones e Era Uma Vez no Oeste.
Enquanto a Paramount se esmerou no seu catálogo, a Universal
se preocupou com títulos mais recentes, mas igualmente bons,
como Hulk e Prenda-me se for Capaz. Paralelamente,
a Universal vai relançando no mercado filmes que já
haviam saído pela Columbia (na época em que esta distribuia
no Brasil os lançamentos da primeira) e que já estavam
fora de catálogo.
Outras
duas majors, a Fox e a Warner,
apesar de serem responsáveis por alguns dos principais lançamentos
do ano, ainda insistem em não legendar todos os extras, como
os comentários em áudio. Quem é que decide
quais extras devem e quais não devem ser legendados? A Fox
cometeu ainda o desatino de lançar um filme importante como
Fale Com Ela sem legendas nos extras. Falta esta preocupação
para que tanto a Fox quanto a Warner possam disputar a coroa em
2004.
A Columbia,
por sua vez, parece indecisa sobre qual caminho deve seguir no futuro.
Após ser a primeira grande distribuidora do Brasil, com lançamentos
de qualidade em edições bacanas, a Columbia mudou
seu foco, adotando a mentalidade mesquinha de empresas como a Europa
e a Imagem, e disponibilizando seus principais lançamentos
apenas em tela cheia e com apenas alguns extras legendados. Ou então
ignorando filmes de qualidade como Monty Python Em Busca do
Cálice Sagrado, lançados nos EUA em edições
especiais abarrotadas de extras e disponibilizadas aqui sem nenhum
atrativo especial. Quando inclui um documentário, como no
caso de A Vida de Brian e Os Primeiros Homens na Lua,
este não é devidamente legendado. Claro que a distribuidora
mereceos parabéns por ótimos lançamentos como
Gangues
de Nova York e Carandiru,
mas foram exceções e não a regra. Sinceramente,
eu esperava que essa fase de indefinição já
fosse coisa do passado para uma empresa do porte da Columbia.
Aliás,
a Columbia ficou devendo também no que diz respeito à
promoções. Enquanto todas as demais concorrentes ofertaram
seus estoques, a empresa continuou mantendo a política de
não fazer promoções. Não sei não,
mas acho que foi ela que saiu perdendo.
Já
a Buena Vista experimentou uma evolução
considerável neste ano, principalmente em se tratando dos
clássicos de animação da Disney e Pixar, que
ganharam edições de encher os olhos, tais quais as
americanas. Os demais lançamentos da distribuidora também
melhoraram bastante de qualidade, trazendo os extras legendados
e ótima qualidade técnica. As tristes exceções
foram Uma Cilada Para Roger Rabbit e Tron, dois
filmes festejados com edições maravilhosas lá
fora e aqui disponibilizadas sem muito critério e cuidado.
Bom,
clicando aqui você confere
uma retrospectiva dos principais lançamentos do ano. Foram
considerados apenas os filmes de qualidade (o que explica a ausência
de títulos como Demolidor, apesar da excelente edição
em DVD), acrescidos de extras relevantes e boa qualidade técnica.
Isso excluiu outro título relevante, o contundente e premiado
O Pianista. Apesar da Europa ter acertado em lançá-lo
nos dois formatos de tela, ela pecou feio em incluir como extras
apenas entrevistas e cenas de bastidores promocionais, conhecidas
como EPK, no lugar dos documentários originais encontrados
na edição americana. As legendas nos extras também
contaram pontos. Claro que é uma opinião pessoal,
mas pra mim os escolhidos abaixo são aqueles que devem figurar
na estante de qualquer colecionador que se preze. Vamos à
lista!
Clique
aqui para conferir
os melhores DVDs de 2003
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