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E
Se Fosse Verdade
(Just Like Heaven, EUA, 2005)
Comédia
romântica é um gênero por vezes ingrato. É
muito fácil cair em um amontoado de clichês e situações
repetitivas. Portanto, poucas são as vezes em que uma comédia
romântica realmente se destaca na enxurrada de filmes água
com açúcar (alguns mais água que açúcar)
que Hollywood lança todos os anos.
E
SE FOSSE VERDADE é possivelmente um dos casos em
que o bom gosto se sobressai. Talvez não tenha a mesma força
de SINTONIA DE AMOR, ou das comédias inglesas QUATRO CASAMENTOS
E UM FUNERAL, UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL ou SIMPLESMENTE
AMOR, mas é um filme tão simpático que
é impossível não se apaixonar pela história
doce, engraçada e até mesmo melancólica do
casal de enamorados.
É
claro que muito do peso deste tipo de filme se deve ao carisma e
à química entre os protagonistas. E Mark Ruffalo,
que já é veterano no gênero (ele participou
antes de DE REPENTE 30), e Reese Witherspoon, uma
ótima atriz que não deveria se contentar em ser apenas
uma LEGALMENTE LOIRA, conquistam o coração da platéia
logo em suas primeiras aparições.
No
filme, Witherspoon é Elizabeth, uma médica cuja vida
é completamente dedicada aos seus pacientes, até que,
certo dia, ao voltar para casa, um acidente de carro interrompe
todos os seus planos. Ruffalo é David, um viúvo amargurado
com a morte da esposa, guardando luto por longos dois anos.
David
se muda para San Francisco, e, ao procurar um apartamento, acaba
alugando aquele que um dia pertencera a Elizabeth. Repentinamente
e sem nenhuma explicação inicial, ele começa
a ver a moça em sua casa, que a princípio, indignada,
deseja expulsá-lo de casa. Mas com o tempo e a convivência
forçada, as barreiras e antipatias iniciais acabam caindo
e o amor que todos nós esperamos desde os créditos
de abertura do filme acaba surgindo.
Talvez
o mais interessante da história é que não se
trata apenas de um filme de amor. O romance entre Elizabeth e David
é também um mote para discutir-se outras questões
importantes e também interessantes. As decisões que
tomamos na vida e as conseqüências que elas trazem, as
diferenças mínimas entre uma boa morte e uma péssima
vida e vice-versa. Elizabeth resgata David de uma morte em vida,
ao passo que ele possibilita a ela, uma vida em morte (ou quase
isso).
É
claro que um amor assim não poderia deixar de ter um final
digno dos melhores filmes do gênero. E uma pequena reviravolta
na trama garante que todos saiam satisfeitos com o desfecho. Mas
não vamos entregar o ouro para não estragar a surpresa.
E
SE FOSSE VERDADE é aquele filme que faz a gente
sair leve do cinema, com a certeza de que o mundo não é
um lugar cinzento e triste, mas sim que a felicidade pode surgir
quando menos esperamos, muitas vezes da maneira mais inusitada e
mágica possível. Ou seja, não existiriam coincidências,
apenas o inevitável, e que cada um de nós temos um
amor para ser encontrado. Basta apenas paciência e um empurrãozinho
do destino.
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Direção:
Mark Waters
Com:
Reese Witherspoon, Mark Ruffalo, Donal Logue, Dina Spybey, Ben Shenkman,
Jon Heder, Ivana Milicevic, Rosalind Chao
Cotação:
   
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