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Piratas
do Caribe:
A Maldição do Pérola Negra
(Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl,
EUA, 2003)
US$
263 milhões de dólares só nos EUA? Piratas
do Caribe merece tamanha bilheteria? Não, mas
nem Matrix Reloaded,
nem As Panteras Detonando,
nem Hulk (apesar de que Hulk
rendeu menos do que merece, ao contrário dos outros).
Quando
vi entrevistas com Johnny Depp dizendo que os piratas
foram os primeiros rock stars achei uma idéia meio fraca.
O que piratas e rock stars têm em comum? Piratas são
bandidos! A única semelhança é que as celebridades
de hoje fazem o que bem quiserem e não pagam por isso. Só
que os piratas fugiam para não serem castigados, enquanto
os outros são protegidos pelo sistema.
Enfim,
nos trailers Depp fazia uma imitação de Keith Richards,
com todos aqueles maneirismos, um jeito meio preguiçoso na
forma de falar, como se estivesse sempre bêbado. Achei que
ia odiá-lo do começo ao fim. Mas é Johnny Depp!
O carisma transborda e acaba que seu capitão Jack Sparrow
é a melhor coisa do filme, depois das belas feições
de Keira Knightley, claro. Não é
à toa que a moça é a nova queridinha dos estúdios.
Além de talentosa, é linda e carismática.
Agora
Orlando Bloom é que não impressiona.
Tudo bem que o papel dele é o mais difícil! É
o mocinho que não é o principal. Mas alguma coisa
nele não me convence. O roteiro não colabora como
em O Senhor dos Anéis, então só dificulta.
O
roteiro não é lá grandes coisas, é bem
simples na verdade. Só que Depp foi muito mal escolhido para
o papel se levarmos a história em consideração.
Deveria ser alguém bem mais velho já que ele e Bloom
não aparentam ter uma grande diferença de idade.
O
diretor Gore Verbinski é um tremendo de
um sortudo. O curriculum dele era composto de porcarias como O
Ratinho Encrenqueiro e A Mexicana. Aí o cara
faz um filminho baratinho chamado O
Chamado, que é refilmagem de um filme recente japonês,
que fatura milhões e milhões de dólares e cai
nas graças dos estúdios. Mas sua direção
é nada além de mediana. Nada impressiona em Piratas
do Caribe. Agora, falando sério: voltando à Mexicana,
alguém pode me explicar como o personagem de Brad Pitt pode
gostar do de Julia Roberts? Ela é a mulher mais chata do
mundo... e nem bonita ela está! Não faz meu tipo mesmo!
Já Naomi Watts em O
Chamado...
É,
vivemos em um mundo machista. Os homens gostam de suas mulheres
bonitas! Um ator perde cabelo, ganha peso e a mulherada continua
achando ele o máximo (Sean Connery sendo o exemplo mais proeminente).
Um ator só tem que ser carismático, para que as mulheres
o desejem e os homens desejem ser ele (ou pelo menos amigo dele).
Já as mulheres... ha! Apareçam gordas em um filme
e seu sex appeal já era! Lembram de Alicia Silverstone em
Batman & Robin? E o que mais ela fez depois disso?
Que mereça algum destaque?
Piratas
do Caribe é também desnecessariamente longo.
Chega a ser bem devagar e não consegue realmente envolver
o espectador. Mas é uma diversão light, que
arranca algumas risadas e que ninguém vai realmente lembrar
em alguns anos. A não ser que comecem a fazer vários
filmes de piratas realmente geniais e as pessoas poderão
dizer que "a volta dos filmes de pirata se deu com Piratas
do Caribe em 2003...".
Eu
estava até pensando em dar uma nota melhor para o filme,
mas escrevendo esta resenha percebi que o filme não tem nada
de mais mesmo. A melhor parte é a luta na caverna, onde a
luz da lua vai revelando os esqueletos. O final do filme até
me desapontou porque claro, o diretor não larga a mão
da velha fórmula hollywoodiana.
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Direção:
Gore Verbinski
Com:
Johnny Depp, Orlando Bloom,
Geoffrey Rush, Keira Knightley, Jonathan Pryce
Cotação:
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