1)
Casamento Arranjado - Uma suposta
comédia israelense, em que um homem, Zaza, fica dividido
entre o amor por uma mulher divorciada e a pressão de sua
tradicionalista família, que exige que ele se case com
uma moça "pura" e mais nova. Esse filme teve
o grande mérito de desbancar o tenebroso O
Apanhador de Sonhos da pole position de piores
filmes que vi em 2003. Um filme que não diz a que veio:
crítica a tradição ou um reforço a
ela? Crítica aos valores ocidentais de amor romântico
ou um apelo a ele apesar de seu final amargo? O que diabos esse
filme quer dizer? Qual sua proposta? Você segue a história
inteira esperando uma determinada coisa e no fim, como uma grande
paulada na cabeça você recebe outra. Sinceramente
não consegui entender o que esse filme pretendia dizer...
2)
O Apanhador de Sonhos
- Esse filme é uma porcaria das grandes, para falar a verdade,
eu já sabia que ele era uma porcaria antes de assistir.
Só assisti porque tinha ganhado cortesia para vê-lo.
Nada salva: os atores estão péssimos (nem o geralmente
competente Morgan Freeman), a história
é ridícula (uma mistura mal-feita de quase tudo
que o Stephen King já escreveu. E digo
isso como alguém que acha o King um escritor relativamente
bom - mas não excepcional - e não o picareta que
muitos afirmam que ele seja, embora depois desse filme estar começando
a mudar de idéia), os efeitos e o designer dos aliens são
risíveis, aquele arremedo de Gollum que o ator principal
tenta ser é caricato e constrangedor, algumas cenas de
tão estúpidas ofendem (por favor, derrubar um helicóptero
com um tiro é demais), o final é completamente broxante,
e o filme não dá medo algum. A única personagem
relativamente interessante (mais pelo ator, o ótimo e divertido
Jason Lee, que pela personagem propriamente dita)
morre logo no começo do filme. Aliás, uma pergunta,
afinal, por que o filme se chama O
Apanhador de Sonhos? Ninguém deu uma resposta
convincente para esse título. Enfim, esse filme tem todos
os ingredientes de como não se fazer um filme de terror
(ou qualquer outro tipo de filme, se você pensar bem).
3)
Matrix Reloaded
- Tinha tudo para ser o segundo melhor filme do ano. Mas, infelizmente,
não deu certo...
Depois de mostrar como era divertido e esteticamente agradável
quebrar as leis da física e brincar de alterar a realidade,
e criar algumas seqüências de lutas memoráveis
no primeiro Matrix, os Wachowiski exageraram nesse tipo
de efeito em Reloaded,
quase a ponto de banalizá-lo e tornar a overdose de kung
fu virtual um pouco irritante. Está tudo muito over,
todo mundo posa no filme como se fossem as pessoas mais legais
e descoladas do planeta, as cenas de luta são basicamente
no mesmo estilo do primeiro, mas são excessivas e desnecessárias.
A parte filosófica está no filme inteiro, mas se
apresenta, quando se apresenta, quase como em forma de enigmas,
ou de forma tão hermética e complexa, que parece
que quase foi feita só para os autores/diretores entenderem.
No fim é muita pretensão para pouco conteúdo.
4)
Casamento Grego - Esse filme foi febre na época
de seu lançamento nos Estados Unidos, sendo a produção
independente que mais arrecadou dinheiro nos últimos tempos,
desbancando A Bruxa de Blair. Muita gente que conheço
também adorou o filme. Mas eu sinceramente não consegui
ver qual o motivo de tanta euforia. Comediazinha romântica
boba, que só acrescenta a presença da família
no tempero. Personagens estereotipados, frases de efeito românticas
estilo Sabrina, o mocinho muito bonzinho e perfeito que
soa até falso. Enfim, nada tão digno de tanto reboliço.
(Katchiannya)