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Kill
Bill: Volume 1
(EUA, 2003)
Ok,
o Galactus já falou basicamente tudo sobre o filme na resenha
dele. Bem, não importa. Porque KILL BILL: VOLUME
1 é daqueles filmes tão legais que dá
vontade de você comentar com todos os seus amigos. Alguns
deles sofreram nas minhas mãos sexta-feira. Ao encontrá-los
em um bar, minha primeira frase ao sentar foi:
-
Vocês já foram ver Kill Bill?
- Pô, mas estreou hoje!
- Mais um motivo para você já ter visto!
O
filme já abre com uma cena, na falta de uma palavra melhor,
tarantiniana. Yuck! Espero que isso não vire uma
expressão. Mas é o tipo de coisa que faz de QT o QT.
Na verdade, a abertura do filme mesmo é uma daquelas apresentações
que eram usadas nos filmes da década de 70, o que já
é bacana. E a citação do ditado que aparece
me fez contorcer na cadeira de tanto rir. Mas claro, é uma
piada geek, de um diretor geek, para uma platéia
geek. Eu e o Kas nos esbaldamos... mas fomos os únicos
em uma sala cheia. Pelo menos eu não ouvi ninguém
mais rindo. E é uma piada tão simples, tão
óbvia. Meus amigos que eu encontrei no bar também
não entenderam. É a vida.
Eu
ainda não vi Monster mas já deixo claro.
Por mim, Uma Thurman teria levado o Oscar de Melhor
Atriz. Esse é o tipo de atuação que me chama
atenção. Um filme que exigiu fisicamente da atriz,
onde ela emociona nas cenas dramáticas e faz rir e se apaixonar
nas cenas de comédia. Aliás, todas as atuações
são realmente boas no filme. Lucy Liu e
especialmente Daryl Hannah impressionam e assustam!
As
cenas de ação... whoa! E tem gente que gosta
daquela perseguição chatérrima de Matrix
Reloaded! A meia hora final de KILL BILL: VOLUME 1 é
uma grande cena de ação e nem por um minuto fica entediante
como a do filme dos irmãos Wachowski.
Tudo
bem, todo mundo está metendo o pau na Miramax e no Harvey
Weinstein por ter dividido KILL BILL em dois volumes. Que é
para ganhar mais dinheiro, coisa e tal. Realmente, não tiro
esse mérito da discussão. Mas se tem um diretor que
sai ganhando nas brigas com a Miramax é Tarantino. Se ele
não quisesse o filme não teria sido dividido pois
foi Pulp Fiction que transformou a Miramax no estúdio
que é hoje.
Eu
tenho a impressão que KILL BILL, a Miramax e o próprio
Tarantino saíram ganhando nessa história. Afinal,
dizem que o Volume 2 é um filme completamente diferente,
com um ritmo bem mais lento e com relativamente poucas cenas de
ação. Se lançado por inteiro a crítica
provavelmente acabaria com o filme, dizendo que começa bem
mas da metade para a frente fica entediante e chato. Assim, os dois
filmes devem se sustentar de forma bem mais favorável. Só
vai dar para saber quando assistirmos Kill Bill Volume 2,
o que deve ser só lá pro fim do ano. Malditas distribuidoras!
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Direção:
Quentin Tarantino
Com:
Uma Thurman, Lucy Liu, Daryl
Hannah, Sonny Chiba, Vivica A. Fox
Cotação:
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