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Um
Homem de Verdade
(Un Homme, Un Vrai, França, 2002)
Assim
como o também francês OITO MULHERES, de François
Ozon, UM HOMEM DE VERDADE traz em seu bojo a intenção
de se mesclar diversos gêneros diferentes em uma mesma história.
Com
pequenas pitadas de comédia romântica, um pouco mais
de drama e leves toques de musical, o filme conta a história
de Boris e Marilyne. Ele um cineasta romântico e idealista.
Ela uma mulher de negócios em busca de um algo mais na vida.
O filme, a um estilo que pode ser descrito como uma variação
intermediária (e inferior) de HARRY & SALLY e QUATRO
CASAMENTOS E UM FUNERAL, acompanha a vida amorosa dos dois. Como
se apaixonaram, casaram, separaram e por aí vai, tudo entremeado
por intervalos de cinco anos.
Descontando-se
as situações relativamente absurdas que envolvem os
vai-e-volta do casal, é fácil se envolver e até
se compadecer da situação dos dois. De seus problemas
e do embate constante entre o romantismo de Boris e a praticidade
de Marilyne, entre o desejo dele de se estabelecer como cineasta
e a necessidade dela de sempre buscar um algo mais, mesmo que para
isso ela tenha que sacrificar tudo de bom que já possuí.
Mas, cuja mensagem principal é de que, no fim das contas,
o amor é maior que tudo, tempo, espaço, convenções
ou mesmo egoístas desejos pessoais.
A mescla de gêneros não prejudica o filme, embora as
cenas musicadas deixem um pouco a desejar. Se não fosse,
a seqüência final, completamente equivocada e desencontrada
do resto do clima do filme como um todo, prejudicando, inclusive,
a compreensão clara do desfecho para os espectadores menos
concentrados, UM HOMEM DE VERDADE poderia ser considerado
um filme simpático e até mesmo divertido, digno de
figurar em sessões da tarde açucaradas. Não
fica nada a dever a muitos filmes americanos de amor, mas deixa
na boca um gostinho de que poderia ser algo mais.
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Direção:
Jean-Marie & Arnaud Larrieu
Com:
Mathieu Amalric, Hélène Fillières, Pierre Pellet,
Phillippe Suner, Daniel Cohen
Cotação:
  
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