Freddy vs. Jason
(EUA, 2003)




Fãs de gore movie, regozijem! O que falta de clima, tensão e suspense em Freddy Versus Jason é compensado em sangue, sangue e sangue. Mortes originais como tínhamos nos filmes anteriores, bom... isso ficou faltando. Mas desde Fome Animal eu não via tanto sangue jorrando.

Já vou avisando que o filme não é grande coisa. Mas eu me diverti horrores no cinema. Não pelo filme mas porque logo depois que eu me sentei com uma dupla de amigos, um bando de pit-boys sentou-se na fileira à nossa frente, acompanhados de várias garotas, uma delas fumando ainda por cima (acho que os avisos pregados nas paredes não foram o suficiente). Quando eu pensei em chamar um lanternina (onde eles estão quando se precisa deles?) ela já havia acabado. Deixa quieto. E eles gritavam, riam, faziam graça da cara das pessoas que entravam na sala, ou seja, prometiam uma sessão infernal. O filme começa e, claro, a bagunça continua. Três caras grandes, fortes e tatuados, quem é que tinha coragem de reclamar? Mas o divertido é que justamente o que estava fazendo mais bagunça, que coincidentemente era gordo e feio, tentou beijar uma das meninas e ela não deixou. Sem exagero, ele tentou umas dez vezes e em todas a moça se encolhia na cadeira e tirava o rosto. Ah, eu me senti vingado o suficiente.

Voltando ao filme. A história é simples. Freddy quer voltar mas as pessoas se esqueceram dele, o que o deixa sem poderes. Ele então ressucita Jason para que ele ataque a famosa Rua Elm e faça com que as pessoas achem que foi Freddy. Quando finalmente o Sr. Krueger está forte o suficiente para atacar, o Sr. Voorhes começa a roubar suas vítimas. Pronto! O resto é enfeite.

O filme é muito mais centrado em Freddy do que em Jason, principalmente pelo estilo do filme. Enquanto Sexta-Feira 13 se concentrava em perseguições e mortes sanguinolentas, as de A Hora do Pesadelo tinham até um tom cômico para explicitar a natureza sádica de Freddy Krueger. Esse tom cômico é mantido, principalmente em uma luta entre os dois onde Jason é literalmente transformado em uma bolinha de pinball.

O filme é divertido e não tenta transformar nenhum dos dois em herói, o que me agrada muito. Por um momento eu achei que Jason ia ter um ataque de bondade e ajudar os pobres adolescentes mas isso não ocorre. Outra dúvida que me assolava era se, do nada, os dois iam fazer poses de kung fu e sair voando com arames como todo filme hoje em dia. Também estamos livre disso.

O filme deve agradar aos fãs de ambas as franquias mas uma coisa eu posso dizer: Sean S. Cunningham, diretor do primeiro Sexta-Feira 13 e produtor de alguns outros, é o produtor de Freddy vs. Jason. Enquanto isso, Wes Craven não chegou nem perto deste filme.

As atuações, bem... são atuações de filme de terror. Ambos os assassinos estão como devem ser e as crianças estão bem. Monica Keena melhorou muito, tanto em atuação quanto em aparência, desde suas aparições em Dawson's Creek. Kelly Rowland, da banda Destiny's Child poderia ser pior. O resto é resto.

     

Direção:
Ronny Yu

Com:
Robert Englund, Ken Kirzinger, Monica Keena, Jason Ritter, Kelly Rowland, Katharine Isabelle

Duração:
1h37min

Cotação: