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Crash:
No Limite
(Crash, EUA, 2005)
CRASH:
NO LIMITE é a estréia na direção
do também roteirista Paul Haggis, indicado
ao Oscar de melhor roteiro adaptado por MENINA DE OURO, e é
um belo começo. Porque mesmo entregando um testemunho contra
o racismo, Haggis também entrega um filme envolvente e até
mesmo emocionante. Tudo isso acompanhado por um elenco de primeira.
A estrutura do filme é uma cópia xerox de MAGNÓLIA
de Paul Thomas Anderson. E por xerox, deve-se levar em consideração
que uma cópia xerox, mesmo colorida, não tem o mesmo
brilho do original. Anderson, que por sua vez bebe na fonte de Robert
Altman, consegue mostrar com mais classe e leveza uma história
que aos poucos vai se interligando até que seus personagens
alcancem uma certa redenção.
Enquanto
Altman consegue transformar o espectador em um fantasma, que parece
invadir a tela e assistir, invisível, a vida real das pessoas,
Haggis tem um olhar mais crítico e menos intrusivo, uma direção
mais pesada. Talvez por tratar de um assunto que a sociedade em
geral prefere ignorar.
Talvez
o maior problema de CRASH seja exatamente esse,
tentar forçar o público a encarar o racismo inerente
em cada um e isso se torna cansativo já nos primeiros minutos
de filme já que todos os diálogos abordam o tema de
forma aberta demais, tornando-o até um pouco óbvio.
Se as pessoas tomam atitudes racistas, pra que explicitar isso com
diálogos que acabam sendo redundantes?
A
maneira que Haggis acaba fugindo de se tornar repetitivo é
mostrando que, por mais diferentes que as pessoas sejam, a cor da
pele é o que menos importa. São nesses momentos que
CRASH surpreende, que nos faz torcer e compreender
a mais torpe das personagens ou ter arrepios com os que até
então se mostravam os heróis da história.
A
vantagem é que CRASH é não
só um bom filme sobre racismo, mas funciona como uma boa
história de redenção para certos personagens
e uma boa destruição de pedestais para outros. Que
racismo tem muito mais a ver com a falta de conhecimento, não
sobre um povo, mas sobre o indivíduo. Que é fácil
culpar outra pessoa, até mesmo uma outra raça, por
um problema exclusivamente seu.
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Direção:
Paul Haggis
Com:
Sandra Bullock, Don Cheadle,
Tony Danza, Keith David, Loretta Devine, Matt Dillon, Jennifer Esposito,
William Fichtner, Brendan Fraser, Nona Gaye, Terence Howard, Thandie
Newton, Ryan Phillippe
Cotação:
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