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Batalha de Riddick
(The Chronicles of Riddick, EUA, 2004)
Eclipse
Mortal é um filme divertido mas não é
uma obra prima. Digamos que para um filme de "baixo" orçamento
(US$ 23 milhões de dólares só não é
muito dinheiro em Hollywood) é bem eficiente em sua proposta.
Mas virou cult e lançou Vin Diesel
como herói de ação. Como Velozes e Furiosos
e Triplo X deram muito dinheiro, a Universal resolveu apostar
alto no novo astro e gastou US$ 105 milhões nesta continuação
que prometia se tornar uma série de filmes. Ou pelo menos
uma trilogia. Infelizmente, A BATALHA DE RIDDICK
já está se tornando uma espécie em extinção
nos cinemas americanos com pouco mais de US$ 56 milhões no
banco. E é um pouco sem motivo. É um ótimo
filme? Não, mas não é ruim. Já vi filmes
muito piores esse ano e que faturaram muito mais. Aliás,
depois de Eclipse
Mortal, esse é certamente o melhor filme de Vin
Diesel.
A maior parte das resenhas americanas destroçaram o filme,
comparando toda a parte da história relacionada aos Necromongers
como algo roubado de Matrix Reloaded.
Ou seja, muita filosofia que ninguém realmente entende. Não
nego que essa parte realmente é a pior do filme. As teorias
do tal Subverso não ficam muito claras mas entende-se o propósito
em geral. Agora, tudo em relação a eles é horroroso.
O design das naves, uniformes, maquiagem... tudo isso é ruim
de chorar! Lembra-se de Batman & Robin, onde tudo visualmente
é brega e exagerado? É mais ou menos a mesma coisa.
Principalmente o exagero em imagens de figuras humanas que tornam
tudo um tanto brega.
Felizmente,
o filme fica bem dividido entre os Necromongers e os Mercenários.
Os momentos onde Riddick enfrenta Toombs e sua gangue ou toda a
parte no planeta Crematoria é superior às outras.
O relacionamento entre Kyra (ex-Jack, vivida por Alexa Davalos)
e o protagonista é outro ponto alto do filme. Um certo amor
e ódio mas que na verdade mostra como um está sempre
aprendendo com o outro. Afinal, Riddick é um canalha, um
bandido, e ele sabe disso. Mas como eu sempre digo: de mim eu falo
o que eu quiser mas que tomem cuidado com a língua ao falar
comigo.
O
que salva o filme é mesmo seu protagonista. Riddick pode
se mostrar um pouco mais sociável nesse filme, o que é
uma consequência bastante plausível do primeiro filme.
Recomendo que você veja Eclipse
Mortal antes desse. Não que você vá
ficar perdido, é só para se ter exata noção
das referências que são mencionadas no começo
do filme (que tenta descaradamente copiar o começo de O
Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel). Mas ele ainda
é o mesmo brutamontes de coração mole e está
até mesmo em melhor forma. O que melhorou muito foi o efeito
usado nos olhos, que antes era visto apenas quando a luz batia de
certo ângulo. Agora, eles são prateados praticamente
o tempo todo e sua habilidade de enxergar no escuro é tão
bem usada quanto antes. Algo que me agradou profundamente. Afinal,
se no primeiro filme tal habilidade é extremamente conveniente
para o próprio filme, aqui ela serve a seus propósitos
mas usada de forma mais natural.
Outra
coisa que me incomodou foi a edição. David
Twohy nunca foi de picotar suas cenas de luta mas nesse
filme são usados estranhas ferramentas que acabam confundindo
um pouco o espectador. Mas a ação em si continua muito
boa! Algumas parecem ter sido tiradas de uma revista em quadrinhos.
Infelizmente, como os cenários são um tanto feios,
isso atrapalha um pouco os efeitos especiais. Por mais que sejam
bem usados e mesmo impressionantes em certos momentos, o resto do
cenário atrapalha inclusive a fotografia, também competente.
Alguns
momentos são genuinamente inspirados. Visualmente o meu favorito
é quando a personagem de Thandie Newton,
Lady Vaako, descobre que Riddick invadiu a nave necromonger. A perserguição
do começo também é bacana e toda a corrida
até o hangar em Crematoria (que mais parece uma homenagem
a Eclipse Mortal)
diverte. Principalmente devido a fotografia bem estilo revista em
quadrinhos. Certas imagens ficam realmente queimadas no cérebro
de um geek como eu.
É
uma pena que A BATALHA DE RIDDICK também vá receber
uma recepção morna aqui no Brasil. A divulgação
é quase inexistente (só me lembro de ter visto um
trailer junto com Van Helsing),
principalmente quando Homem-Aranha
2 está dominando praticamente todos os meios de
comunicação. Por sorte, Twohy consegue dar um grande
final ao filme que funciona realmente igual ao primeiro Matrix:
aberto para uma continuação mas que não necessita
de uma. Vale como um filme de ação para uma tarde
chuvosa.
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Direção:
David Twohy
Com:
Vin Diesel, Karl Urban, Thandie
Newton, Colm Feore, Judy Dench, Alexa Davalos, Keith David
Cotação:
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