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O
Amor Custa Caro
(Intolerable Cruelty, EUA, 2003)
Ah,
pré-estréias! Pena que não acontecem todo dia!
E quando acontecem, são em cinemas com sistema de som horroroso
como o que eu fui. Putz, passei quase tanta raiva quanto em Procurando
Nemo, que só foi pior porque ainda por cima era
dublado! Ou seja, não se ouvia nada e nem tinha legenda para
dar uma direção. Mas o lado bom disso tudo é
que estamos fazendo uma resenha de um filme que estreou esse fim
de semana nos EUA. Sabe o que também estreou esse fim de
semana nos EUA? Kill Bill! Que não teve pré-estréia
esse fim de semana e só deve chegar por aqui ano que vem!
E que com certeza vai vender muito mais que O Amor Custa
Caro. The horror... the horror...
Mas
vamos ao que interessa. Miles Massey (George Clooney)
é um dos mais competentes advogados matrimoniais de Los Angeles.
Ele tem até mesmo um famoso "Acordo Massey", que
é um Pré-Nupcial que não tem a menor brecha:
o casal se divorcia e cada um fica com o que tinha antes do casamento
mais o que acumulou durante. Durão e calculista, ele acaba
se apaixonando pela bela Marylin Rexroth (Catherine Zeta-Jones),
cujo marido infiel ele defende no tribunal e vence, deixando Marylin
sem um tostão.
Normalmente
pode-se confiar de olhos vendados nos dizeres "Um filme de
Ethan & Joel Coen". Eu nem gosto de fazer resenha do filme
deles antes de ver pela segunda ou terceira vez. A primeira vez
que eu vi E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?
ou A Roda da Fortuna, eu achei que eram filmes divertidinhos.
Depois eu fui vendo os filmes duas, três, quatro vezes e tudo
parecia sempre tão novo... os personagens tão interessantes...
a trilha sonora tão genial... tantas piadas escondidas...
não dá para enjoar! Fica para sempre! Mas aqui não
é bem o caso.

Não
me entenda mal. O filme tem muitas qualidades, George Clooney é
o carisma em pessoa (apesar de meio caricato demais de vez em quando)
e Catherine Zeta-Jones nunca esteve tão linda. Mas o filme
ainda cai em certas convenções que coloca-o mais entre
"filmes de comédia" que entre "filmes de Ethan
& Joel Coen". Provavelmente é culpa do Brian
Grazer, um produtor poderoso mas mediano e comum, que financia
todos os filmes do Ron Howard.
A
cena do discurso de Clooney na convenção dos advogados
parece retirada de Uma Mente Brilhante ou Perfume de
Mulher. Eu esperava que os Coen fossem salvá-la no fim
mas ela é mesmo a bobagem que é. Me surpreendeu, mas
da forma errada. Até tem uma pequena pérola e é
bonitinha mas longe da genialidade.
Mas
ainda assim, o filme diverte. É o mais comum dos filmes dos
Coen e talvez por isso agrade mais o público em geral. Eu
ri sozinho em várias cenas, para variar, enquanto em outras
a platéia se esbaldava em risos e eu achava simplesmente
simpático. E para os geeks de plantão, como
eu, repare na cena em que Clooney vê a novela no bar. Tem
dois médicos na TV e um deles eu ASHo que vocês vão
reconhecer.
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Direção:
Joel Coen
Com:
George Clooney, Catherine
Zeta-Jones, Geoffrey Rush, Cedric the Entertainer, Billy Bob Thornton
Cotação:
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